nov 20, 2015 | Clientes, Eventos, Release | 0 Comentários

Florianópolis é sede do evento ambiental mais importante do país

A versão americana da COY11 – a 11ª Conferência da Juventude sobre Mudança do Clima- será sediada pela primeira vez em Florianópolis. A Conferência, que precederá a COP21 em Paris, reunirá na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) mais de 500 jovens que mostrarão suas visões, ações e discutirão propostas de enfrentamento às mudanças climáticas no mundo.

O evento ocorrerá simultaneamente entre os dias 26 e 28 de novembro em nove cidades do globo – Paris (França), Montreal (Canadá), Antananarivo (Madagascar), Nouméa (Nova Caledônia), Rabat (Marrocos), Abomey Calavi (Benim) , Tokyo (Japão), Ahmedabad (Índia) e Florianópolis (Brasil).

O objetivo da Coy11 é engajar jovens na construção de um futuro mais justo, solidário e cooperativo. Serão mais de 80 horas de debates. No último dia um manuscrito será redigido e apresentado durante a Cúpula do Clima em Paris pelos embaixadores das nove cidades.

A COY11 é responsável por discutir uma das 17 metas da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Desenvolvimento do Milênio: o combate às mudanças climáticas.

Mas como para desenvolver é preciso conectar, as bases dessas discussões são norteados por temas como Mitigação, Adaptação e Perdas e Danos; Financiamento e Transparência; Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia; Engajamento, Educação e Empoderamento.

Além de brasileiros irão participar jovens da Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Moçambique, Nepal, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, USA, Uruguai e Venezuela.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site até segunda-feira. http://florianopolis.coy11.org/pt/participar/

Já a imprensa deve se inscrever até o dia 23 pelo e-mail-  florianopolis@coy11.org

Programação Coy11 Florianópolis (os horários serão definidos no dia 24).

Dia 26 de novembro

Refugiados Climáticos – Alfredo Lopes, professor substituto do Departamento de História da UFSC e pesquisador do Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental e Edson Amaurílio, indígena do povo Guarani Ñandeva, da Aldeia Porto Lindo, no Mato Grosso do Sul. Edson é membro ativo de sua comunidade e também embaixador da COY11 no Brasil. Cursou Saneamento Básico em Montes Claro – MG e Licenciatura Indígena na UFSC, onde trabalhou com a temática do uso das águas nas terras indígena

Aprendendo com o Colapso – Daniel José da Silva, professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC por mais de 30 anos. Possui graduação em Engenharia Civil pela UFSC (1976); mestrado em Sociologia Política pela UFSC (1991); doutorado em Engenharia de Produção pela UFSC (1998) e pós-doutorado pela Université du Québec à Montréal, Canadá (2005). Daniel atua nas linhas de pesquisas na área de Engenharia Sanitária e Ambiental, com ênfase em Gestão de Bacias Hidrográficas, Planejamento dos Recursos Hídricos e Governança da Água e do Território para Sustentabilidade. A palestra também conta com a presença de dois representantes da juventude haitiana, o engenheiro civil Paul André e Sandra Sanon.

Saúde e Mudanças Climáticas – Marcello José Ferreira Silva, acadêmico de medicina da UFPA (Universidade Federal do Pará) e representante da International Federation of Medical Students (IFMSA Brazil).

Brasil Orgânico – produção de documentários ambientais com Lícia e Cecília Brancher

Mesa com Raquel Rosenberg, fundadora da ONG Engajamundo, e Israel Maldonado Míni, que foi presidente da COY10 em Lima. Bacharel em economia, desenvolveu trabalhos em gestão corporativa e iniciativas de desenvolvimento humano sustentável. Trabalhou com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, com a Organização dos Estados Americanos – OEA, com a União das Nações Sul-Americanas – UNASUR e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

Dia 27 de novembro

Energia Sustentável e Economia Verde- com Marcos Daré, da Fundação Centros de Referências em Tecnologias Inovadoras (CERTI) e Gabriel Figueira da Bolsa de Valores Ambientais (BV Rio)

Mudanças Climáticas nos Oceanos e Zonas Costeiras – com o professor Carlos Alberto Eiras Garcia, que atua na área de Oceanografia, com ênfase em Oceanografia Polar, Sensoriamento Remoto dos Oceanos, Oceanografia Costeira e Oceanos & Clima. É membro do Comitê Nacional de Pesquisas Antárticas (CONAPA/MCT) e do Ocean Colour Team da NASA. Coordena as ações da sub-rede Zonas Costeiras da REDE CLIMA e do INCT de Mudanças Climáticas.

A juventude como Protagonista na Transição para uma Cultura de Sustentabilidade – com Daniel Souza do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e Eduardo Zanatta, ex- presidente do Conselho Municipal da Juventude de Balneário Camboriú (COMJUV-BC) em 2014. Zanatta integrou como representante da sociedade civil a delegação brasileira no 1º Fórum Global de Políticas de Juventude, promovido pela ONU, em Baku, Azerbaijão. Acaba de retornar do 1º Encontro de Jovens Líderes da União Europeia e dos BRICS, na Finlândia. Lá, como membro da delegação brasileira, apresentou o trabalho desenvolvido com a comunidade haitiana de Balneário Camboriú.

Mudanças Climáticas: Responsabilidade Sobre o Nosso Futuro em Comum, com Rubens Born, engenheiro civil e ambiental, advogado, mestre em saúde ambiental e doutor em regimes multilaterais. Atua em temas de mudanças de clima, sustentabilidade ambiental e social e cidadania. Colaborador do FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Foi coordenador e representante desse Fórum nas Conferências Rio-92, Joanesburgo-2002, Rio+20 . Participou das negociações da Convenção Quadro de Mudanças do Clima e do Protocolo de Quioto . Participou também de CoPs das Convenções de Biodiversidade e Combate à Desertificação. Foi representante de ONGs junto ao Comitê Gestor do Fundo Nacional de Mudanças do Clima (2011-2014) e Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 Brasileira.

O Papel do Desmatamento nas Mudanças Climáticas -com Rafael Schmitz,  professor de manejo e conservação de recursos naturais do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina)

Mesa- com Daniel José da Silva, idealizador do curso de Pedagogia para Sustentabilidade,  e Juliana Schneider, coordenadora do Schumacher College no Brasil. É responsável por programas de educação para a transformação e uma vida sustentável, entre eles o programa Leadership for Transition e o Certificado em Ciências Holísticas e Economia para a Transição, a Experiência Schumacher Brasil. O Pensamento Complexo tem sido sua área de aprofundamento, que compartilha através de palestras, aula e cursos.

Dia 28 de novembro

Advocacy como ferramenta para Transformação Política com Alicia Amancio e Txai Mello da Engajamundo e Marcello José Ferreira da Silva (IFMSA Brazil)

Questões de Gênero: Ecofeminismo e a mulher no campo com Thaís Dalla Corte (PPGD/UFSC) e Paola Masiero Ferreira (Via Campesina)

A Importância do Ser e do Agir Local – com Tadeu Santos, um dos autores do livro MEMÓRIA E CULTURA DO CARVÃO EM SANTA CATARINA: Impactos sociais e ambientais, além de ser idealizador do Encontro sobre Fenômenos, Adversidades e Mudanças Climáticas da Região Sul e membro da ONG Sócios da Natureza e Halem Guerra Nery da ONG ECOSUL.

Permacultura: o viver sustentável – com Jorge Timerman, biólogo e permacultor, é diplomado por Bill Mollison como Permaculture Teacher, ministra cursos no Brasil desde 1998. Foi um dos fundadores do Instituto de Permacultura Austro-Brasileiro (IPAB) , que depois de transformou na Rede Permear.

A Experiência da Permacultura no Sítio Curupira – Gardel Silveira e Simone Dalcin, agricultores e ativistas.

Permacultura dentro dos Projetos Sociais Urbanos – com Marcos José Abreu, o Marquito, engenheiro agrônomo, mestre em agroecossistemas, idealizador da Revolução dos Baldinhos.

Lixo é recurso – com Maria Gabriela Knapp – coordenadora da Juventude Lixo Zero Brasil e integrante da gestão do NEAmb.

Mesa final: Eduardo Srur. O artista plástico realizou diversas intervenções urbanas nas cidades de São Paulo, Cuba, França, Suíça, Espanha, Holanda, Inglaterra e Alemanha. O conjunto de trabalhos de Srur é uma crítica conceitual que desperta a consciência e o olhar para uma nova estética e o entendimento das artes visuais. Atualmente é idealizador e proprietário da ATTACK Intervenções Urbanas.

 

Conheça um pouco sobre os organizadores da Coy11

Engajamundo-  O Engaja é uma organização formada por lideranças jovens criada há três anos. Não tem fins lucrativos. São jovens que se veem como peças fundamentais no enfrentamento de desafios sociais e ambientais. Eles atuam através de formações, mobilizações, participações e ativismos. As ações são focadas em quatro temas: habitat, clima, gênero e desenvolvimento sustentável. Mais de mil jovens são parceiros.

 

Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para o Rio+ 20- Busca apoiar o envolvimento dos catarinenses no processo transitório para o Desenvolvimento Sustentável posto em pauta na Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20.

 

Juventude Lixo Zero Brasil- O movimento Lixo Zero se originou na década de 70 como forma de minimizar os impactos de uma indústria química. Mas apenas em 2004 uma definição mundial do conceito foi elaborada por um grupo de especialistas da Aliança Internacional do Lixo Zero (Zero Waste International Alliance – ZWIA). Em 2011, doi fundado p Movimento Internacional Juventude Lixo Zero (Zero Waste Movement), que tem representantes em diversos países. Os jovens e trabalham na redefinição do conceito lixo.

 

Calesa (Centro Acadêmico de Engenharia Sanitária e Ambiental) – É uma entidade composta por estudantes da UFSC. O principal objetivo é levar às instâncias políticas da Universidade as opiniões do curso e trazer, consequentemente, discussões de grande relevância para o maior número de graduandos.

 

Projeto Route – Foi criado no ano passado por dois surfistas de Florianópolis,  Simão Filippe e Marcio Gerba. A ideia é simples: reunir amigos e voluntários para mutirões de limpezas nas praias. O Route já se espalhou pelo Sul do Brasil e há pessoas interessadas em conduzir o projeto nas praias de Portugal, Austrália e Califórnia.

 

NEAmb (Núcleo de Educação Ambiental do Centro Tecnológico da UFSC) –  Estudantes buscam através da informação estimular o conceito de governança. O NEAmb valoriza iniciativas que incluem a participação da sociedade em processos construtivos, considerando as pessoas como sujeitos de qualquer processo que é iniciado. Além de trabalhar a cidadania, a importância desse conceito está nas principais leis brasileiras, pois estas preconizam a participação social na gestão dos bens comuns da nação, tais como a água (Lei das Águas n° 9.433/1997), as florestas (SNUC n° 9.985/1999) e as cidades (Estatuto das Cidades e Lei do Saneamento n° 11.445/2007).

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